Uma reflexão sobre o agro: estamos cada vez mais distantes de nossas origens

Estamos cada vez mais distantes do campo e de nossas origens. Explicamos: uma pesquisa realizada e publicada pela Uol nos chocou: mais de 16 milhões de pessoas nos EUA acham que achocolatado provém de vacas marrons. Isso mesmo, você não leu errado: mais de 16 MILHÕES de pessoas acham que vaquinhas marrons oferecem toddynho.

Se você está lendo este texto, espero que saiba que achocolatado é leite — esse sim vem da vaca — misturado com alguma solução de chocolate, somado de açúcar. Isso nos fez refletir sobre a relação do campo com as nossas vidas. Vamos pensar sobre isso? Aceita esse desafio? Venha conosco!

Viver o campo é ultrapassado?

Absolutamente não. Se pararmos pra pensar nesses números assustadores, vamos à uma reflexão mais profunda, chegando na conclusão de que estamos cada vez mais distantes do campo e da origem de nossos alimentos e recursos naturais, sendo que dependemos deles continuamente para manter nossas vidas, seja numa grande metrópole ou em qualquer outra área urbana.

É verdade que a vida na metrópole fica cada vez mais corrida, mas isso não é desculpa para denotar um afastamento tão grande acerca da agricultura. Na mesma pesquisa, foi apurado que metade da população norte-americana não sabe dizer ao certo qual é a origem do achocolatado, ou seja, mesmo o leite sendo consumido por 95% da população, os norte americanos, em sua maioria, não sabem dizer de onde ele vem.

Parece absurdo (é absurdo), mas acontece que estamos criando gerações muito ligadas em cyber-coisas e nem um pouco preocupadas com a natureza, o meio ambiente e questões desse naipe. Mesmo sendo um assunto que está sempre em alta, na prática, não tem sido aplicado na nossa educação, tanto que o agronegócio é desvalorizado mesmo sendo tão representativo e essencial na economia brasileira.

O presidente Michel Temer disse uma frase muito interessante, falando sobre a operação carne fraca: o agronegócio não pode ser desvalorizado por uma coisa que é menor do que ele. Apesar de um pouco fora de contexto com o nosso assunto, é uma frase que cabe perfeitamente no foco do que estamos dizendo: é preciso reconhecer a importância do campo em nossas vidas, exaltando as práticas desse meio, que é um dos pilares da sobrevivência humana.

Por que negar as nossas origens?

Há uma corriqueira afirmação que é a mais pura verdade: se o campo não planta, a cidade não janta. Será que não é o momento de descentralizar a agronomia das pequenas cidades produtoras e começar a introduzir e disseminar esse assunto, tanto na teoria quanto na prática, em grandes metrópoles? Vale a reflexão.

Por enquanto, uma coisa é certa: nossas origens estão se perdendo. Precisamos dar ouvidos a essas questões. Você também pensa nisso quando vive o seu dia a dia, estuda, toca a sua carreira, educa seus filhos? Como você se sente? Comente este post, vamos conversar sobre isso!

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