MEI: transforme seu auto-emprego em um negócio

MEI – Vale a pena formalizar o seu negócio

 

O profissional autônomo, como é conhecido, tem como característica de seu modelo de atividade, o benefício de sua receita ser praticamente seu salário, enquanto implica na total responsabilidade sobre a produção desse dinheiro. Diante de qualquer acontecimento não previsto, faturamento nenhum é gerado. O risco encontra-se no fato de que se o portador desse auto emprego – ou autônomo – não puder exercer sua função por algum motivo, nenhuma renda se fará. No caso de afastamento do trabalho por conta de doença, problemas familiares ou climáticos, compromissos inadiáveis ou impossibilidade de realizar a atividade por algum motivo, o trabalhador terá que lidar com a falta da renda daquela ocasião, de forma desamparada.

 

Aqui encontramos o desafio: enquanto o auto emprego acarreta na possibilidade de maiores ganhos, faz com que o trabalhador assuma a total responsabilidade por qualquer forma de assistência que porventura seja necessária. Visto desse ponto, é necessário ter em mente que a segurança (não confunda com estabilidade) pode ser mais valiosa que a possibilidade de ganhos que acarreta em assumir tamanho risco, no caso do acontecimento de algum sinistro que impeça que o autônomo exerça sua atividade. É aqui que começamos a falar de uma elevação: transformar o auto emprego em uma empresa, através de um método aplicável e descomplicado, garantindo a segurança do empreendedor, sem diminuir a possibilidade de ganhos. Vamos falar sobre o projeto de Microempreendedor Individual.

 

Antes de começarmos a falar sobre o MEI diretamente, destacamos que o simples fato de registrar uma empresa e adquirir um CNPJ não irá mudar de uma hora pra outra o seu Mindset. Ter a mente de empresário não vem de forma automática, carece de estudos, trabalhos e experiência. Para saber mais desse assunto dê uma olhada nesse outro post Planejamento Financeiro.

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O projeto de Microempreendedor Individual, o MEI, além de significar a expansão do negócio, funciona também como um projeto de inclusão social, que possibilita aos autônomos a formalização de seu empreendimento, possuindo assim direitos previdenciários, isentos da responsabilidade de sustentar cargas tributárias. Para enquadrar-se no perfil de MEI, a condição é que sua atividade não gere rendimento de mais que 60 mil reais por ano.

Deixando de ser autônomo e tornando-se um empresário

O MEI é a possibilidade de formalizar uma determinada atividade sem a necessidade de enfrentar burocracia ou realizar grandes investimentos. A formalização permite a posse de conta bancária empresarial, emissão de nota fiscal e contratação de funcionário, sem a incidência de encargos sobre a folha de pagamento.

Sob ótica estratégica, essa ampliação acarreta no crescimento do mercado de atuação, credibilizando o negócio, mudando o status do trabalhador: de autônomo para empresário. Além do título, é necessário que o empreendedor tenha em si o desafio de desenvolver a mentalidade de empresário, sabendo que isso acarreta em saber que, sob a nova condição, o faturamento gerado por sua atividade não é mais seu próprio salário e sim a receita bruta de sua empresa, que por sua vez pagará o salário de todos os funcionários (inclusive do próprio empresário).

Antes de qualquer coisa, o profissional autônomo deve verificar se a atividade exercida está dentro das permitidas pelo MEI na cidade de atuação, através da consulta que pode ser feita na lista disponível para download no site da Receita Federal.

Feito isso, é necessário acessar o Portal do Empreendedor e seguir os passos de formalização no item “MEI-Microempreendedor Individual”. É possível realizar o registro de até 15 atividades. Uma vez que todos os dados forem corretamente preenchidos, são necessárias algumas declarações que devem ser providenciadas (desimpedimento, opção tributária pelo simples e responsabilidade pelo alvará, enquadramento no MEI e capacidade). Quando o cadastro for aprovado, o MEI torna-se existente, faltando apenas – para o então empresário – emitir o Certificado de Microempreendedor Individual e realizar a impressão do carnê anual para pagamento referente à tributação fixa mensal.

O resultado da formalização é a minimização de riscos, já que o processo gera segurança para o empreendedor. A ampliação de sua atividade, transforma seu auto emprego em empresa, elevando sua condição de autônomo para a de empresário, abrindo a sua mentalidade para as formas possíveis e assertivas de crescimento do seu negócio.

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